segunda-feira, 3 de junho de 2013

Letra C

 
C

Cará:

Origem: Desde o período pré-histórico, é cultivado e consumido pelos japoneses (com o nome de satoimo), antes mesmo de cultivarem o arroz. Simboliza a prosperidade e é muito consumido em grandes festividades, como na entrada do Ano Novo. É muito confundido com o inhame, talvez porque na África, YAM signifique FOME, então, tudo que mata a fome, chamam de inhame, por analogia. O cará já era conhecido nas Américas, quando os portugueses aqui chegaram.
Tipos: Há vários tipos, conforme o local onde é cultivado: - cará-pedra; - cará-do-mato; - cará-do-ar; - cará-açu; - cará-da-terra; - cará-de-caboclo; - cará-de-sapateiro; - cará-do-campo; - cará-inhame.
Modo de preparar: Pode ser frito, assado, cozinhado, neste caso, é conselhável fazê-lo com a casca, pois, como já foi falado antes em relação a outras hortaliças, assim os principais nutrientes são mantidos. Se optar por descascar, deixe o cará imerso numa vasilha com água misturada com vinagre, caso contrário, apresentará uma cor escura. Para cozinhar, deixe por cerca de 5 a 6 minutos, cortado em cubos pequenos, para facilitar o cozimento. Se preferir cozinhá-lo inteiro, faça-o até ficar macio, espetando um garfo periodicamente. Deixe esfriar e puxe a casca com uma faca, facilitando para fritar, refogar, passar na manteiga ou no azeite.
Modo de consumir: Além das maneiras já citadas, o cará pode ser usado para preparar pães, doces e no acompanhamento de pratos salgados em geral. Em todo o nordeste do Brasil, é muito comum, logo pela manhã, servir o cará ou o inhame cozido, com mel ou melado por cima.
Valor calórico: à 100 gramas = 120 calorias.
Indicação terapêutica: Recomendável: - Para quem tem grandes desgastes físicos (atletas, trabalhadores braçais, etc.), porque, como já foi dito, é altamente energético e de fácil e rápida digestão - Quando é amassado, é ideal para bebês, idosos e convalescestes; - Auxilia a digestão; - Estimula o apetite; - Auxilia no crescimento.
Não recomendável para pessoas que querem fazer regime por motivos calóricos.

Cebola:

Origem: Cultivada, desde tempos antigos, na China, Índia, Grécia, Itália e Egito,esta hortaliça migrou para a Pérsia, daí para a África e para a Europa, de onde foi trazida para as Américas pelos colonizadores. No Brasil, começou a ser cultivada no sul, sendo, gradativamente, nas demais regiões, inclusive no nordeste.
Tipos: Varia em função da coloração, podendo ser: - amarela; - roxa; - branca, e em relação à forma: - redonda; - pêra; - achatada.
Modo de consumir: Como condimento: realça bastante o sabor no preparo dos pratos, saladas e entradas, sopas e caldos, patês, pães, biscoitos,
a milanesa, assada com casca no espeto, pastéis, recheada, em fritadas, tortas, no forno e bolinhos e congeladas em pratos cozidos ou assados, sendo que, para descongelar, deve-se colocar em água fervente com sal, ou diretamente no fogo, durante o preparo do prato.
Valor calórico: Em 100 gramas, cerca de 35 calorias.
Indicação terapêutica: Desde que ingerida crua, pois o cozimento, impede a ação benéfica, que ocorre nos seguintes casos: Algumas infecções do aparelho digestivo: distúrbios do estômago, prisão de ventre, etc.; Diminuição do nível de glicose no sangue;Regula o mau colesterol; Redução da hipertensão; Arteriosclerose; Falta de apetite; O caldo de cebolas fervido, adicionado com mel, é eficaz contra resfriado, gripe, tosse, bronquite e asma; Aumento da diurese; Diminui as hemorragias nasais, quando colocada, crua, sob o nariz. O suco é muito eficiente nas picadas de aranhas, abelhas e vespas, enfim, de insetos em geral, quando usado no local da picada; Prevenção do enfarte; Redução dos efeitos da osteoporose.


Cenoura:

Origem: É nativa da Europa e da Ásia e cultivada pelo homem há cerca de dois mil anos.
Modo de consumir: Crua: - Saladas; - Sanduíches; - Cozida: - Sopas; - Cremes; - Bolos; - Assados; - Refogados, etc.
Valor calórico: 100 gramas - cruas = 45 calorias - cozida = 33 calorias.
Indicação terapêutica: Protege contra o câncer ( principalmente o dos pulmões)
melhora o sistema imunológico, protegendo contra as infecções, as suas fibras auxiliam o funcionamento dos intestinos e a redução do mau colesterol, tem ação preventiva nas doenças dos olhos, como catarata por exemplo.

Chicória ( Escarola ou Endívia)

Origem: É nativa da Índia; na Antigüidade, era usada por gregos e egípcios, que dela se utilizavam para preparar as poções para cura, o que já dá uma idéia do seu poder medicinal, como veremos adiante.
Tipos: Tal e qual a alface, com quem muito se parece, tem 2 tipos: - lisa (também conhecida como “escarola”; - crespa.
Modo de consumir: Tem um sabor amargo, quando ingerida crua, daí ser conveniente refogar, cozinhar, de preferência, no vapor e temperar à vontade.
Valor calórico: Em 100 gramas de chicória crua são fornecidas 21 calorias.
Indicação terapêutica: Eficaz no tratamento e prevenção de distúrbios da vesícula e do fígado; - Depurativa do sangue; - Estimula a digestão; - Laxante suave; - Depurativo dos rins; - Previne e auxilia no tratamento das hemorróidas.


Chuchu:

Origem: É originário da América Central e México e, embora seja considerado pela grande maioria das pessoas como sendo um legume, o chuchu é uma fruta, com a forma de uma pêra grande.
Tipos: Há as seguintes variedades: - Chuchu-branco: pequeno e sem espinhos; - Chuchu verde-claro; - Chuchu-verde, de tamanho médio, espinhoso e mais rijo; - Chuchu-mamute: o maior de todos, que é, quando novo, espinhoso e mais tenro.
Modo de consumir:  Saladas; - Frito; - Ensopado; - Gratinado; - Com molho branco; - Com molho de tomate; - Suflê; - Cozido; - Combinado com outros alimentos, como o camarão, por exemplo, sempre explorando a criatividade culinária de cada pessoa, como temos exortado aqui.
Valor calórico: 100 gramas de chuchu cozido fornecem cerca de 30 calorias.
Indicação terapêutica: Ideal para alimentação de bebês, pois é de fácil digestão e possui os nutrientes citados; - Cozido, com sal, é auxiliar no tratamento de distúrbios da pressão arterial.

Couve:

Origem: Oriunda das regiões de Mar Mediterrâneo, é cultivadas no Brasil desda a época colonial.
Tipos: Couve simples ( manteiga ou mineira), couve de Bruxelas e couve flor.

Couve simples ( Manteiga ou Mineira)

Características: É a mais conhecida e consumida, tem folhas grandes e lisas, recobertas por um tipo de serosidade, que lhe dá brilho e resistência; a cor é do tipo verde-brilhante.
Modo de preparar: Todas as hortaliças folhosas devem ser lavadas abundantemente em água corrente, a fim de remover pequenos insetos e impurezas diversas.
Outras dicas: 1 - após essa lavagem, mergulhar as peças numa vasilha, contendo uma mistura de água com limão; 2 - na secção de verduras dos super mercados, há produtos que ajudam a promover essa limpeza.
Modo de consumir: A couve pode compor pratos como: - cozidos e ensopados;- feijoada;- feijão tropeiro;- tutu à mineira;- refogada; - saladas cruas, quando são bem melhor aproveitados os seus nutrientes.
OBS.: É uma boa prática mastigar bastante todo e qualquer alimento antes de ingerir, para que não haja má digestão e, no caso da couve, com muito mais razão, devido à sua consistência mais rija.
Valor calórico: 100 gramas de couve - manteiga crua apresentam 25 calorias e quando refogada 146 calorias.
Indicação terapêutica: Previne e combate distúrbios diversos: - glândula tireóide; - fígado; - cálculos (pedras) da vesícula biliar e dos rins; - hemorróidas; Tem eficaz efeito para: - rins; - coração; - olhos;  É desintoxicante; O suco de couve é bastante eficaz no tratamento de úlcera do estômago e do duodeno. Segundo pesquisadores americanos e suíços, o suco deve ser preparado coma couve crua, caso contrário, não fará o efeito desejado. Tomado várias vezes ao dia, em torno de 5 dias, as dores cessam e, após 2 semanas, a úlcera desaparece.

Couve de Bruxelas:

Origem: É originária da região mediterrânea Esta hortaliça foi submetida a um processo de pesquisa, em 1750, na Bélgica, mais precisamente, na capital, Bruxelas, daí a sua denominação.
Caractéristicas: Tem a forma de repolho, motivo pelo qual também é chamada de “repolinho” ou “repolho de Bruxelas”; - Cresce em toda a extensão do talo, de tal maneira que este fica totalmente coberto pelos repolhinhos.
Modo de consumir: Na cozinha, a couve-de-Bruxelas é usada de várias maneiras: - em sopas; - ensopada; - cozida; - refogada; - crua, em saladas; - para aproveitarmos melhor seus nutrientes, devemos cozinhar no vapor ou em fogo baixo com pouca água.
Valor Calórico : 100 gramas de couve-de-Bruxelas crua fornecem 45 calorias.
Indicação Terapêutica: à Como será visto adiante, esta hortaliça tem propriedades semelhantes às do repolho: - previne e auxilia o tratamento de câncer.

Couve flor:

Origem: É oriunda da região do Mar Mediterrâneo, tem um sabor peculiar e muito agradável.
Modo de preparar: Antes de preparar para o consumo, convém deixar a couve-flor mergulhada numa mistura de água com vinagre, para remover possíveis parasitas ou outros corpos estranhos que permaneçam entre as flores e os talos; bastam 15 minutos e também serve para melhorar o cheiro forte que, quase sempre, desprende durante a fase de cozimento.
Modo de consumir:  Para ser consumida, a couve-flor sempre deve ser cozida. Depois, pode ser dourada na manteiga, servida à milanesa, assada, e
tc. (sempre conforme a criatividade de cada um). Para cozinhar: - colocar água numa panela; - acrescentar sal à sua vontade; - quando a água estiver a ferver, junta-se a couve-flor, diminui-se o fogo, tampa-se e deixa-se cozinhar. Tempo de cozimento: - Inteira, leva de 25 a 30 minutos; - Em pedaços, entre 15 e 20 minutos.
Valor calórico: Em 100 gramas - cozida = 41 calorias à milanesa = 152 calorias.
Indicação terapêutica: Auxilia a prevenção do câncer; - Mantém a pressão arterial sob controle; - Prevenção da anemia e de cardiopatias; - Tem efeito desintoxicante.

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